11 de junho de 2012

Exploração Sexual de Crianças

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) vota na próxima quarta-feira (13), em decisão terminativa, o Projeto de Lei do Senado (PLS) 495/2011, de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que aumenta as penas para os crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes.
A proposição altera o art. 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente, ampliando a pena de reclusão, que passa de quatro a dez anos para de seis a 12 anos, para quem praticar o crime de submissão de crianças e adolescentes à prostituição ou à exploração sexual, inclusive pela internet.

O projeto — já aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) — prevê a colaboração da União com estados e municípios na realização de campanhas institucionais e educativas de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes e também o reconhecimento pelo poder público de práticas e iniciativas que contribuam para o esclarecimento sobre esse tipo de crime e o seu combate mediante selo indicativo.

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7 de junho de 2012

Opinião


O telejornalismo brasileiro é realmente patético isso pra ser gentil. Além de ser uma propaganda
exageradamente em prol do consumismo, é composto por reportagens encomendadas,
dirigidas exclusivamente à classe média, com argumentos distorcidos que promovem
o legalismo e com o intuito de proliferar a total apatia, já tão gloriosamente enaltecida por
todos nós.
Só pra ilustrar eis algumas reportagens: O domingo de ramos, o movimento
na rodoviária antes ou depois de feriados, o populismo de políticos oportunistas,
o relacionamento extraconjugal de casais heterossexuais e famosos, todas com
comentários “abalizados” dos mais respeitáveis profissionais da comunicação.
Os temas
chegam a nos causar comicidade quando não gera uma raiva incontrolável que seria
capaz de nos levar a explodir a televisão, atitude que decerto tomaríamos se por caso ajudasse o nosso telejornalismo ser menos parcial e mais profissional. Diante
disto, faço um apelo: Prezado estudante de comunicação social ou de jornalismo,
procure exercer suas atividades sem sensacionalismo e com sobriedade capaz de não se
deixar corromper pelos seus futuros colegas que de forma intencional tentam induzir a
opinião pública da importância de assuntos que são mostrados com grande preocupação,
mas que na verdade são descartáveis. Posturas como estas só incentivam a ordem vigente, a desigualdade social e a concentração de renda. Tripé que Ignora a luta de classes e esquece que nós somos sujeitos da História, portanto, podemos mudá-la  quando quisermos. Além de tudo isso o nosso jornalismo  ainda se arvora no direito de transformar joio em trigo. Explica-se: as reportagens
de temas essenciais são tratadas com um sentimentalismo de filme hollywoodiano enquanto as futilidades são elencadas com uma a profundidade que o assunto não merece.
Enfim, aproveito para deixar uma reflexão  a respeito de uma manchete
que desfila pelos noticiários e já faz um tempo: Por que tanta ênfase em divulgar se o atual Governador do Ceará vai ou não apoiar o candidato da Prefeita, afinal, quase não tem diferença na política que ambos praticam ou tem?

(Razek Seravhat, ternura sempre)


5 de junho de 2012


                   REVOLUÇÃO COM ESPIRITUALIDADE
                 NA LIBERTAÇÃO DO POVO HEBREU
                                                                                   
                                                                                          Jonas Serafim


A libertação do povo hebreu que viveu sob a opressão do Faraó no Egito (Ex 1,11-14) remonta uma caminhada ao longo da história que nos convida a retomar em nosso contexto uma atitude contra a opressão do capitalismo.
Muitas comunidades, associações e sindicatos se encontram numa resistência semelhante às parteiras que foram obrigadas a matar os meninos hebreus que nascessem para evitar o aumento de um contingente israelita a ponte de confrontar o Faraó. Na verdade, as parteiras resistiram e desobedeceram a ordem do Faraó (Ex 1,15-22). Às vezes, isto não acontece em muitas organizações populares. O poder de um governo manda e desmanda sobre uma sociedade inteira e o que fica é o resultado de uma opressão.
Moisés foi um líder revolucionário que se sustentou na espiritualidade. Hoje é preciso compreender que espiritualidade retome o caráter revolucionário. Moisés saiu de si para o encontro do outro, viu o sentido da irmandade no meio do sofrimento, viu que ninguém fazia nada contra a opressão e reagiu em favor da libertação (Ex 2,11-15). Esta vivência radical de Moisés aconteceu ao lado da espiritualidade quando lemos a realidade percebendo os gemidos que Deus ouviu no clamor dos oprimidos, viu a miséria do seu povo, conheceu a realidade miserável e de angústia, desceu para ficar ao lado dos mais necessitados a fim de libertá-los e fazer subir para uma terra livre e digna de se viver (EX 3,7-10). Foi neste contexto que Moisés se sentiu chamado e enviado para sair de si e ir ao encontro do seu povo que precisava de uma vida livre e fraterna.
Alguns sinais são percebidos quando é chegado à hora da defesa ou ataque. Em nossa sociedade contemporânea o modo de produção capitalista não para de atacar e de se defender. Quanto às comunidades populares é preciso estar bem organizadas para reagirem contra um sistema extremamente desumano. A corrupção, o suborno e o individualismo têm levado alguns pseudos-líderes da base do povo para um patamar mais elevado da sociedade e terminam massacrando o povo de onde tirou proveito para almejar seus próprios interesses e não ao bem-comum da comunidade. Moisés, Aarão, Josué e Calebe souberam compreender os sinais do seu tempo, mas o Faraó não (Ex 7 – 11; Nm 13).
O confronto com o poder opressor começa com um processo de negociação. Quando não existe mais diálogo para negociar a realidade muda e a situação exige unidade. Se houver unidade permanente haverá vitória. É um trabalho de formiga, exige paciência e vigor. Os israelitas passaram 430 anos sob o domínio egípcio (Ex 12,37-42). No decorrer do tempo aprenderam a lutar para viver dignamente e em comunidade. Organizaram lideranças combatendo a centralização do poder (Ex 18,13-27).
A caminhada de libertação passa pela aprendizagem do deserto dos sofrimentos com o outro, e é o que conduz para uma aliança fraterna. Aqui jaz nossa mensagem e manifesto.