Neste último domingo de um janeiro qualquer, acordei ouvindo a seguinte canção:
Seu refrão me fez pensar naquela menina Alanis. É certo que o contexto da música que ouvia não tinha nenhuma relação com o que eu pensei. Mesmo assim, fiz, lembrando da professora Antelviana e do colega Wilton, os seguintes versos:
A tênue Pedra
E era só uma menina
Que a mãe divina não amparou,
Que a sociedade não acolheu,
Que o bicho homem não ignorou.
Era só uma menina,
Com seus dedinhos,
Seu balé de amora,
E seu desespero...
Só uma menina,
Com seus sonhos,
E seus soníferos,
De sorriso cantante,
E saudade cortante.
Uma menina
Que já não chora
Nem se cala.
Vive apenas.
Na dor de uma tristeza
Que entontece.
Menininha,
Que nos deixa uma dura lição:
Ou se muda o mundo,
Ou o mundo muda a gente.
(Razek Seravhat)
Ternura Sempre
