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ODÉCIO MENDES ROCHA (Filósofo Nómade)
A nova política da futura civilização está além dos postulados liberais (burgueses) e dos postulados marxistas tradicionais. Esta nova política vai ao encontro dos avanços da micro-eletrônica (robótica) unida às novas formas de políticas sociais, a partir da alteridade das vítimas, dos excluídos de todos os direitos sociais. A mobilização de todos os segmentos sociais, se dará pela concretização da própria corporalidade enferma dos excluídos.
A extinção de blocos políticos institucionalizados, inclusive o Estado, burocratizados, com os poderes fetichizados, divinizados, idolatrados, que administram para seus próprios interesses (de classe, de casta, de tribo etc.), se fará necessário e urgente uma nova política, junto à aplicação da revolução tecnológica eletrônica informatizada que diminuiu quase a zero o tempo e o espaço de participação cidadã quanto a solicitar a opinião da cidadania para constituir o consenso ou cumprir trâmites burocráticos. A revolução eletrônica informatizada trouxe-nos a automação à base da micro-eletrônica a partir de 1940. Esta revolução eletrônica eliminou com o valor da produção, nas fábricas, deixando-a ao valor zero; eliminou também com o valor das mercadorias; e o dinheiro, como sua representação chegará ao valor zero, tanto o dinheiro fictício do mercado de capitais, como o dinheiro real. A produção perdeu o valor e o dinheiro não terá mais nenhum valor para a nova economia da futura civilização. O trabalho, por sua vez, chegará a quase zero.
A nova economia da futura civilização não terá a mais-valia (o sobre-trabalho); não será mais fetichismo para os cidadãos. Não tendo mais nenhum valor, a produção será abundante para todos os indivíduos da coletividade. Esta nova economia está para além da exploração do homem pelo homem, da pré-história do homem inconsciente, fetichista etc.
A Nova Utopia será conseguida através da autopoiesis (auto-criação, auto-construção) das máquinas “espirituais” da revolução eletrônica como os computadores, os celulares, a nanotecnologia, revolução dos chips etc. A nova economia não permitirá mais acumulação de riquezas.
Chegará um dia em que todos os proprietários desistirão de seus próprios patrimônios, porque estes não lhes trarão mais nenhum benefício, porque o mundo da nova economia não lhes trará mais nenhum lucro e nem dinheiro. A Nova Utopia começará com o consenso entre patrões e excluídos para delegar direitos, deveres e responsabilidades para cada cidadão da comunidade. Devido ao avanço da automação informatizada, o tempo de trabalho chegará a quase zero, porque as máquinas não trabalharão sozinhas e precisarão de monitores. Então, para cada cidadão será responsabilizado por uma hora de trabalho produtivo por dia, dedicando o resto do dia com o ócio produtivo, o ócio criativo, o lazer etc. O Estado será virtual, subjetivado, descentralizado, administrado por páginas eletrônicas, porque a sua burocratização propicia o fetiche do poder e sua corrupção. Enfim, teremos que inventar um novo homem e uma nova mulher, ou seja, uma nova Antropologia, segundo Tarcísio Santiago (PhD).
* A Revolução Eletrônica e A Nova Utopia
Odécio Mendes Rocha Blog: mendesrochalenitivo.blogspot.com
Este artigo é dedicado à Milena Vanessa, à engenheira que encontrou incongruências em meus artigos.