30 de outubro de 2010


Ah que saudade da maresia

Da ventania que corria sobre o cais

Ah, saudade daqueles tempos

Que corria sem medo de encontrar

Saudade do céu azul que hoje é cinza

do cheiro de terra molhada

e o prazer em viver que eu sentia

de olhar no porto

sendo louca, esperando o teu barco chegar.

Ah, porque não voltaste para meus braços

Como antes fazia, quando me olhavas ao longe

No mar me comia e eu delirava com seu olhar.

Porque se deixou naufragar,

me deixando ao relento

a beira do mar.


Bia Magalhães

4 comentários:

  1. Certos abandonos magoam tão profundamente...
    Bjos achocolatados

    ResponderExcluir
  2. Saudade... Alguém me empresta um coração?

    ResponderExcluir
  3. Me afoguei no meio de tanto desespero, tanta saudade, tanta passione.

    ResponderExcluir

Ternura Sempre...